Outdoor em Belo Horizonte

 

Outdoor é notificado extra-judicialmente

O Mercado Central notificou extra-judicialmente as empresas de mídia exterior que doaram o espaço para campanha contra a Ala Animal do Mercado. Como os espaços foram doados pela empresas, as placas foram cobertas com pouco menos de uma semana na cidade.

Quem não deve, não teme. O Mercado Central opta pela pressão ao invés de dialogar com os ativistas e ONGs, demonstrando que não existe a vontade de alterar sua forma especista de relacionamento com animais não-humanos.

 

Sobre a campanha

O Mercado Central é um estabelecimento de longa data, com 77 anos de existência e 30 mil visitantes diários. São dezenas de lojas de artesanato, centenas de produtos alimentícios, além de bares que são conhecidos pontos de encontro no fim-de-semana. O Mercado, é sem dúvida o espaço mais tradicional do comércio de Belo Horizonte. Lá Mas aqui, chamamos a atenção para sua ala de comércio animal.

A forma como são utilizados e tratados os animais do Mercado Central nos faz pensar que a idade do estabelecimento não pode fornecer experiência em relação ao respeito à vida e à integridade.

Lá, contraditoriamente, a angústia e a privação dividem espaço com a alegria e a arte. De um lado, culinária, artesanatos e bares... do outro, confinamentos, doenças e morte.

Gaiolas super lotadas e extremamente pequenas. Todas amontoadas em grandes pilhas; onde animais doentes ou até mortos dividem o mesmo espaço com outros; peixes mantidos em copos descartáveis, sem o mínimo espaço de movimentação. Diversas espécies presas, que vêem, de dentro das gaiolas, o sol de longe através de pequenas janelas... Coloque-se no lugar desses animais, e lembre-se que também somos animais. Animais sofrem e têm uma fisiologia muito próxima da nossa.

O que é belo quando livre se mostra triste aprisionado. O que possui sentimentos e vida é tratado como objeto para contar centavos no comércio.

Nos opomos ao comércio de animais porque entendemos que os mesmos não são produtos. Queremos o fim da ala animal do Mercado Central. Devemos superar os erros que mancharam a história da humanidade. Há pouco mais de um século atrás a escravidão do negro era legalizada pelo Estado e aceita pela grande maioria das pessoas. Hoje, animais sofrem em silêncio, incapazes de se rebelarem e fazerem valer a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, do qual nosso país é signatário.

Naquele corredor triste do mercado, o princípio da subordinação permanece, e o argumento de ganhar dinheiro para sobreviver não pode justificar a crueldade e covardia, senão seria justo sobreviver da miséria alheia voltando a escravizar humanos. Os abolicionistas nunca deixaram de existir. Estamos aqui e não pretendemos ir embora.

Gato Negro - Núcleo Libertação Animal
gatonegro@riseup.net

 

Outras organizações que apóiam a campanha:

 

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